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CÂNCER RENAL

Rins em meio a uma mão, imagem ilustrativa

O que é Câncer Renal?

 

Os rins possuem a função de eliminar toxinas prejudiciais ao organismo, eliminar os excessos de água, sódio, potássio e outros íons; e auxiliam na produção da hemoglobina, proteína que transporta o oxigênio pelo corpo. Cada pessoa possui dois rins (direito e esquerdo). O câncer renal é a presença de um nódulo dentro deste órgão. Geralmente não existe um padrão da evolução do câncer de rim, tem pacientes em que a doença evolui de forma lenta durante anos, em outros casos apresentam crescimento rápido e se disseminam para outros órgãos em poucos meses.

O câncer renal representa cerca de 3% de todos os cânceres


Quais são os sintomas do câncer renal?

 

A maioria dos cânceres renais  permanecem assintomáticas até os estágios tardios da doença. A maioria deles são detectados incidentalmente por imagens não invasivas investigando vários sintomas inespecíficos e outras doenças abdominais.

 

Por outro lado, alguns sintomas podem se fazer presente, como:

 

 - Sangue na urina: ocorre devido ao rompimento dos vasos sanguíneos da massa do tumor;

-  Dor persistente na região lombar: ocorre devido a pressão na coluna conforme o tumor cresce;

-  Perda repentina de peso;

-  Cansaço constante;

-  Palidez;

-  Febre;

-  Massa abdominal.

 

Quais são os fatores de risco para o câncer renal?

 

Vários fatores de risco verificados foram identificados, incluindo;

 

– Gênero: homens são mais propensos a desenvolver tumores renais do que as mulheres;

– Hipertensão: pessoas com pressão arterial elevada têm mais chances de desenvolver o câncer de rim;

– Histórico familiar: quem possui parentes de primeiro grau com histórico de câncer dos rins têm maior probabilidade de desenvolver a doença;

– Obesidade: pessoas que estão acima do peso apresentam alterações hormonais que podem aumentar as chances de desenvolver um câncer renal;

– Raça: pessoas com a cor de pele negra têm uma incidência um pouco maior de câncer de rim;

– Síndromes genéticas: algumas doenças genéticas podem causar tumores renais malignos. A mais comum é a von Hippel-Lindau, que é responsável por 1% a 2% desse tipo de câncer;

– Tabagismo: as substâncias cancerígenas presentes no cigarro são absorvidas pelos rins.

 

Como realizar o diagnóstico do Câncer Renal?

 

O exame físico médico ajuda a identificar massas palpáveis, porém isso é incomum. Como dissemos anteriormente a maioria dos achados são incidentais, por esse motivo os exames de imagem são fundamentais como:

 

- Ultrassom de abdômen ( Excelente exame para avaliação inicial do tumor )


- Tomografia de Abdomen ( A TC abdominal fornece informações sobre:

  • função e morfologia do rim contralateral

  • extensão do tumor primário;

  • envolvimento venoso;

  • condição das glândulas supra-renais e outros órgãos sólidos

 

- Ressonância de Abdômen 

  • A ressonância magnética pode fornecer informações adicionais sobre o envolvimento venoso se a extensão de um trombo

  • A ressonância magnética está indicada em pacientes alérgicos ao meio de contraste de TC intravenoso e na gravidez sem insuficiência renal

  • Para o diagnóstico de cistos renais complexos (Bosniak IIF-III), a RM pode ser preferível

 

-  Radiografia/Tomografia de tórax: serve para avaliar o impacto do câncer nos pulmões em decorrência de alterações nos rins;

 

 

Tratamento do Câncer de Rim

 

O  tratamento para o câncer de rim varia de acordo com o estágio do tumor (extensão do câncer). Na fase inicial, ocorre a retirada do rim (nefrectomia radical), há também a possibilidade de nefrectomia parcial, onde se retira o tumor, mas sem a necessidade de remover o rim. Em tumores pequenos, a radiofrequência e a crioterapia também são procedimentos utilizados. Em fases mais avançadas, indica-se o tratamento com imunoterapia (que promove a estimulação do sistema imunológico para o combate do câncer). Esse tratamento pode ser combinado com cirurgia para retirar metástases em determinadas localizações, como pulmões, fígado e cérebro. Quimioterapia e radioterapia não são eficazes nesse tipo de tumor em pacientes que houve disseminação do câncer para outros órgãos.

 

 

 

 

 

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